Lembranças

terça-feira, outubro 12, 2010 20:33 Dito por ѕ¢αяℓєтт єѕ¢αяℓαтє


Quando eu soco as paredes a noite, elas não fazem o mesmo som de quando você jogava o meu corpo contra elas com a força de um desejo e me espremia entre o seu peitoral e os tijolos empilhadas. E as vezes eu arranho o estofado quando a raiva começa a incomodar o meu olfato, mas não faz o mesmo estrago de quando eu me dividia entre ele e suas costas.
Lembra dos lábios que você tanto dizia que gostava do doce sabor de pecado, eles se encontram secos e rachados, não estão rachados pelas mordidas cronometradas entre suspiros escandalosos, e o seu gosto foi tão reaproveitado que se tornou amargo.
Mesmo assim eu não tenho razão para estar assim, a nossa despedida foi tão deliciosa quantas as marcas que essa deixou no meu pescoço com o contorno dos teus lábios, e essas formam a melhor definição do nosso amor: prazeroso, marcante e doloroso!
Porque quando a noite cai eu ainda me flagro desnuda esperando a sua invasão espontânea e só me restando a solidão e consolação solitária.

0 Response to "Lembranças"

Postar um comentário