Lembranças

terça-feira, outubro 12, 2010 20:33 Dito por ѕ¢αяℓєтт єѕ¢αяℓαтє 0 pessoas falaram


Quando eu soco as paredes a noite, elas não fazem o mesmo som de quando você jogava o meu corpo contra elas com a força de um desejo e me espremia entre o seu peitoral e os tijolos empilhadas. E as vezes eu arranho o estofado quando a raiva começa a incomodar o meu olfato, mas não faz o mesmo estrago de quando eu me dividia entre ele e suas costas.
Lembra dos lábios que você tanto dizia que gostava do doce sabor de pecado, eles se encontram secos e rachados, não estão rachados pelas mordidas cronometradas entre suspiros escandalosos, e o seu gosto foi tão reaproveitado que se tornou amargo.
Mesmo assim eu não tenho razão para estar assim, a nossa despedida foi tão deliciosa quantas as marcas que essa deixou no meu pescoço com o contorno dos teus lábios, e essas formam a melhor definição do nosso amor: prazeroso, marcante e doloroso!
Porque quando a noite cai eu ainda me flagro desnuda esperando a sua invasão espontânea e só me restando a solidão e consolação solitária.

Ele e Ela

segunda-feira, abril 05, 2010 12:27 Dito por ѕ¢αяℓєтт єѕ¢αяℓαтє 2 pessoas falaram


Ela deitada na cama ouvindo Kings Of Leon, ele no chão com o olhar distante. Ela pensava: porque ele não sou sofria por ela? E ele se lamentava por ela não dá bola a ele. Ele se suspirou e se levantou anunciou que ia embora e funcionou. Ela disse a ele que tinha uma coisa pars lhe mostrar. Ele se interessou e ficou. Mas na verdade nada havia, ao perceber ele se aproximou bem devagar. Ela foi ficando nervosa e na falta do que falar começaram a se beijar. E o clima foi esquentando, ele foi se aproveitando e ela se entregando.
Era bom, parecia viciar, pensou ela enquanto seus olhos reviravam e ele insistia em gritar. Ela também se soltou, não podia resistir aquele impulso gostoso de gritar, parecia uma forma de expressar o quanto era prazeroso. Então do nada ele parou. Levantou e foi se vestindo quanto ela ainda o olhava desesperada, ainda nua. Ele nada falou, se ajeitou e foi embora. Quando ela se deu conta do que se correria ela já estava na rua. Ela olhou da janela e pediu pra ele voltar. Ele olhou pra ela e disse que ele tinha que aprender a amar.

A moça

sábado, abril 03, 2010 11:49 Dito por ѕ¢αяℓєтт єѕ¢αяℓαтє 2 pessoas falaram



Era um noite escura e fria, tão escura que nada se via e tão fria que nada mais se sentia. Ela andava calada, desolada e preocupada. Quando então veio uma luz na sua frente, não uma luz branca mas uma vermelha florescente que se acendia num placar onde letras formavam a palavra BORDEL.
No primeiro instante ela se sentiu um tanto aliviada, mas ao pensar no que aconteceria se ela aceitasse aquele tipo de ajuda se sentiu agoniada, e ficou horrorizada por pensar em ir pra lá.
Mas qual escolha a mais ela teria? Se estava sozinha no mundo, e vagava sem rumo a alguns dias. Já estava cansada, e será que aquela vida era facil como dizem? Ela tinha fome e já não tinha forças, estava tonta e se dormisse ali seu coração congelaria e nunca mais bateria. E isso ela não queria de maneira alguma, tinha medo de morrer por não saber o que fazer pra ser perdoada de todos os pecados carregados nas costas que caiam na cara, fazendo ela parecer uma dessas moças que não são consideradas moças.
Roeu as unhas enquanto caminhava lentamente em direção ao centro de perdição, seu medo era de provar do pecado e viciar. E se o que falavam sobre ela fosse verdade, e se ela não prestasse?
Do nada ela se encheu de coragem, levantou o rosto angelical e lá se foi como se aquilo fosse normal. Entrou bordel a dentro e tudo que viu não lhe assustou, pelo ao contrario ela gostou.
Com um sorriso oblicuo ela se instalou por lá e por lá ficou, o que mais temia se concretizou: ela simpatizou com aquilo. Todas ss noites ela se arrumava vestindo quase nada, se insinuava... Se deliciava. A moça timida perdeu os escrúpulos, e cedeu aos instintos.